O que é E-commerce?

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Você sabe o que é e-commerce? O termo “e-commerce” é uma palavra em inglês que significa comércio eletrônico. A tradução vem da abreviação “E” que significa eletronic – eletrônico traduzido para o português – e no caso commerce significa comércio.

Comércio Eletrônico designa toda transação comercial realizada em um dispositivo eletrônico. Para ser possível comprar de lojas ou outras empresas remotamente, é imprescindível o uso da internet. Mesmo sendo possível ocorrer comércio eletrônico sem conexão com internet, este mercado ficou intimamente ligado à rede mundial.

Antigamente ter uma loja virtual bastava para ter um e-commerce, mas hoje é possível utilizar outros canais e estratégias para vender online. Por exemplo, você pode vender seu produto em outros sites – os marketplaces. O exemplo mais comum é o Mercado Livre, que antes era utilizado principalmente por pessoas físicas para vender ou trocar itens usados, mas que hoje é possível criar uma “loja oficial” dentro dele. Além dele, existem outros sites parecidos, como o americano eBay, Enjoei, Elo7, entre outros. Estes modelos foram feitos exclusivamente para vender produtos de outras pessoas.

Já os “novos” marketplaces são lojas virtuais que inicialmente vendiam seus próprios produtos e que agora permitem que outras lojas vendam produtos nela, em troca de uma comissão. Este movimento vem dos EUA com a Amazon e vários outros sites, e se tornou mania nos últimos tempos. Entra todos, a liderança fica por conta da B2W (Submarino, Americanas e Shoptime), e vem seguido pela Cnova (Extra, Ponto Frio, Casas Bahia) e Walmart. As outras lojas virtuais tem seguido o mesmo modelo:

  • Americanas
  • Submarino
  • Casas Bahia
  • Walmart
  • Shoptime
  • Extra
  • Ponto Frio
  • Netshoes
  • Magazine Luíza
  • Carrefour
  • Dafiti
  • Mobly
  • Kanui
    etc.

Além das lojas virtuais e marketplaces, é possível vender nas redes sociais. A vende normalmente acaba sendo um tanto informal e manual, pois para se concretizar uma venda “e-commerce” o usuário não apenas precisa negociar pela rede, mas também pagar ali, e como não há este recurso, é preciso passar o link de algum serviço de pagamento como PagSeguro, PayPal, etc. Existem as “social stores”, lojas virtuais integradas à algumas redes sociais, mas nestes casos são plataformas acopladas às redes sociais através de plug-ins, mas a infraestrutura esta externa a rede social. Há indícios de que o Facebook e vem trabalhando para permitir a venda completa dentro das redes sociais, sendo que ele até aprimorou a venda de produtos nas fanpages e grupos. Há boatos ainda não confirmados de que o Whatsapp está trabalhando para permitir o recebimento e transferência de transações financeiras pelo próprio aplicativo.

Canais de vendas

Existem várias classificações dentro do mercado de comércio eletrônico usados para definir o tipo, ou mais precisamente, o canal de vendas:

B2C (business to consumer): de um negócio para o consumidor
B2B (business to business): de um negócio para outro negócio
C2C (consumer to consumer): do consumidor para outro consumidor
C2B (consumer to business): do consumidor para uma empresa
G2C (government to consumer): do governo para o consumidor (ou cidadão)
G2B (government to business): do goverto para empresa
B2E (business to employee): da empresa para o empregado

Os mais comuns são os canais B2C, B2B e C2C.

B2C

Ou business to consumer, trata-se da venda de uma empresa para o consumidor. Este é o modelo mais tradicional pois trata-se de um site de vendas que permite a venda para o consumidor final, que nesse caso pode ser uma pessoa comum ou uma empresa, desde que esta compre para uso e consumo e não para revenda.

B2B

Ou business to business, representa uma empresa vendendo para outra empresa, normalmente uma loja de varejo (revenda). Esta revenda por sua vez vai atender o consumidor final. O processo de venda neste caso acaba sendo um pouco diferente, mesmo utilizando uma loja virtual: normalmente os preços ficam ocultos e são exibidos apenas após o login para empresas devidamente cadastradas. Isso se dá para evitar conflito de canais consumidor/revenda e por conta de diferença de tabelas de preços entre estados e tipos de clientes.

C2C

Ou consumer to consumer, que neste caso designa uma trasação comercial feita entre um consumidor e outro consumidor. Aqui temos o exemplo básico do Mercado Livre, que permite qualquer pessoa vender um produto para outra pessoa. Sites como Enjoei.com e o americano E-bay funcionam da mesma maneira.

Existem algumas variações do termo “e-commerce”:

M-commerce: mobile commerce ou comércio via dispositivos móveis
T-commerce: TV commerce ou comércio feito através de um televisor
S-commerce: social commerce ou comércio feito através de dispositivos móveis
V-commerce: video game commerce ou comércio feito através de vídeo games
F-commerce: facebook commerce ou comércio via Facebook

As variações são muitas, mas no final todas representam o comércio eletrônico, sendo que o que muda no final é apenas o dispositivo, deixando de ser algo exclusivamente dos computadores e notebooks.

Porém é importante destacar o termo m-commerce, que está em alta. Com o crescente número de celulares no mundo somado à alta disponibilidade de internet banda larga e móvel, as pessoas estão usando prioritariamente estes dispositivos para navegar na internet. Logo é natural que elas venham a comprar também pelo mesmo dispositivo, mas ainda isto não esta na mesma proporção devido principalmente ao despreparo de várias lojas virtuais a resolução da tela de smartphones. Como a tela é menor e o usuário utiliza basicamente o polegar para navegar, a navegação precisa ser muito facilitada, que nesse caso pode ser atendido através de um e-commerce responsivo (que se adapta a tela do dispositivo), sites dedicados ao mobile ou aplicativos.

Uma outra variação muito importante é o e-business, que em português fica negócio eletrônico. Trata-se de negócios que funcionam em sua essência em dispositivos eletrônicos. Exemplos é o que não falta: Google, Microsoft, Facebook, sites de conteúdos como UOL, Terra, AOL, Globo.com. As próprias lojas virtuais são exemplos de e-business, pois funcionam essencialmente em dispositivos eletrônicos e com o uso da internet.

Apesar da diferença de transação “e-commerce” e “não e-commerce”, cada vez mais o processo de compra se utiliza de vários canais para ser completado. O consumidor tem ficado cada vez mais crítico e pesquisa em muitas fontes de informação para decidir a compra, muitas vezes sabendo mais até o que o vendedor da loja. Em um futuro próximo vai ser comum estar em uma loja física e comprar o produto da pela internet (mesmo estando dentro do espaço da loja). O consumidor vai ver e experimentar o produto fisicamente, e pode comprar pelo site ou app da loja, retirar no balcão de saída (após a aprovação do pagamento) ou pedir para entregar em sua residência. A Amazon criou a Amazon Go, loja física que permite o usuário escolher seus produtos, colocar em sua cesta e sair da loja, sem pegar filas – e a Amazon desconta automaticamente da conta virtual deste cliente.

O e-commerce ainda vai evoluir muito e será cada vez mais presente no processo de compra, e isso pode ser mais cedo do que você imagina.

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